É já no próximo dia 24 de Outubro, às 11h30, 15h e 17h na Casa da Música (Porto) para famílias com crianças entre os 3 meses e os 5 anos.
CORDA I DESCORDA
Os instrumentos de corda põem e dispõem num concerto que atravessa um repertório diversificado. Irrequietos, passeando-se atrevidos pelo meio do público, o violino, a viola, o violoncelo, o contrabaixo e a guitarra revelam do que são capazes num programa que inclui desde canções catalãs a blues, passando por grandes pilares da música clássica, como Mozart, Schubert, Brahms e Bartók. Com magia, imaginação e uma boa dose de humor, permite-se a descoberta de muitas sonoridades de uma numerosa família musical.
Existem ainda poucos estudos que se dedicam a perceber a forma como se estrutura a vinculação específica com a figura paterna. Brandão, S. (2009) quis perceber de que forma evolui o envolvimento emocional dos pais com os bebés na sequência do parto.
Na sua investigação concluiu que este envolvimento tende a aumentar nos primeiros dias após o parto e a diminuir quando avaliado no primeiro mês após o parto. No entanto, naqueles pais que cortaram o cordão umbilical verifica-se uma melhoria significativa no envolvimento emocional.
Um artigo publicado no Journal of Epidemiology and Community Health apresenta um estudo que acompanhou cerca de 500 crianças até aos 30 anos de idade e que comprova que o abraço tem implicações psicológicas muito para além da infância. O estudo demonstra que crianças que receberam níveis consistentes de afecto e atenção têm menos problemas psicológicos, tendo menos probabilidade de serem adultos emocionalmente desajustados, ansiosos e hostis.
A ciência vem assim comprovar aquilo que a natureza humana, por intuição e afecto, nos tem demonstrado ao longo dos séculos. Não há que temer colinho, abraços e miminhos, desde que estes sejam seguros e consistentes...são pontes seguras para futuros adultos saudáveis!
Fonte: Public News Service
Apesar de, nesta fase, apenas me preocupar com os efeitos da TV na visão (é demasiada informação e a forma como as imagens se articulam dificultam a sua apreensão pelos bebés), este artigo de Jonah Lehrer revela dados interessantes.
Não há que temer o "Bicho-papão" da TV ou o "Monstro" dos Jogos...ou melhor, não há a temer quando estes são bem escolhidos e quando o seu conteúdo estimula o desenvolvimento cognitivo. Porque se há programas que em nada acrescentam ao desenvolvimento cognitivo, outros há que o potenciam, não só pelos seus conteúdos, mas pela interacção que podem criar com a criança.
Para além de que, este artigo, demonstra porque é que eu tenho saudades da "Rua Sésamo" e acredito que ainda estão para nascer programas infantis tão bons quanto este :).
Celebra-se, a nível mundial, entre 4 a 10 de Outubro, a Semana do Aleitamento Materno.
Em todo o país estão agendadas actividades que podem ser consultadas no site da DGS (Direcção-Geral de Saúde).
O efeito do Oxitocina é realmente espantoso. Durante a gravidez, de tanto ouvir falar dela, por vezes achava estranho como ela poderia ser tão determinante e importante. Após o parto e agora, durante a amamentação, percebo afinal que o papel desta hormona é essencial e espantoso! Estou rendida aos seus poderes...
Agora fui dar com um artigo que refere uma investigação em que se conclui que os níveis de oxitocina interferem na forma como brincamos, que estes níveis são identicos em pais e mães e aborda igualmente que as brincadeiras típicas das mães são acarinhar e dialogar, enquanto a dos pais são mais físicas (como, por exemplo, fazer cócegas).
Fica aqui o link do artigo:
http://parenting.blogs.nytimes.com/2010/09/02/why-mothers-and-fathers-play-differently/
Encontrei um artigo interessante (da Organização Mundial de Saúde) acerca dos efeitos a longo prazo da amamentação. Segundo o mesmo, a amamentação pode contribuir, a longo-prazo, para a diminuição dos níveis de pressão do sangue, do colestrol, do risco de diabetes e de obesidade e pode contribuir para bons resultados ao nível da inteligência.
Para quem quiser espreitar, fica aqui o link do estudo:
http://whqlibdoc.who.int/publications/2007/9789241595230_eng.pdf
Relativamente à inteligência/desempenho cognitivo, há dias tinha lido que estes resultados podem estar relacionados não só com a amamentação mas sobretudo com o tipo de relação que a mãe que amamenta cria com o bebé. Assim, esse artigo indicava que mães que estabelecem uma relação de diálogo e de interacção com o bebé durante a amamentação, assim como as que vivem esse momento com prazer, promovem o desenvolvimento cognitivo nos bebés! Compreende-se porquê...assim, não basta amamentar, é necessário fazer deste momento um momento especial!