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sábado, 8 de janeiro de 2011

Babymoon...ou o encantamento mãe-bebé

Li aqui acerca do conceito "Babymoon". Parece que não é um conceito recente e basicamente reporta-se aos momentos de intimidade e de conhecimento antes e depois do nascimento vividos entre os pais e o bebé, tempo de vinculação e de proximidade! 
Achei curioso porque tenho dito a algumas pessoas que estão grávidas ou que planeiam estar que a gravidez existe para nos aproximar da maternidade. Gravidez é tempo de duvidar e questionar, temer e negar, descobrir e procurar...a gravidez é o tempo que a Natureza nos dá para, a pouco e pouco, se ir definindo em nós o papel de Mãe. Gravidez é tempo de namoro, com todas as paixões e encantamentos, mas também com todas as dúvidas e crises...gravidez é tempo de namoro para que se possa dar o casamento e, só assim, viver-se a lua-de-mel (honeymoon)...neste caso, a babymoon. 
E como é mágica esta babymoon...o desafio será fazer com a babymoon o que tantos casais desejam fazer com a honeymoon! Prolongá-la ao máximo. Não só no tempo depois do nascimento, mas também antes dele! 

Babymoon é tempo de contemplar o ser que se desenvolve em nós (dentro e fora). 
É oportunidade de saborear cada pequeno pormenor, cada gesto e cada som. 
É momento de parar tudo o que não interessa porque o essencial acontece em nós, por nós, para nós e através de nós. 
É altura de aproximar ainda mais aquilo que já é inseparável e íntimo. 
É ter a certeza de que a vida tem sentidos e significados mágicos e que viver através da maternidade é único e indizível. 

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O envolvimento emocional Pai-Bebé

Existem ainda poucos estudos que se dedicam a perceber a forma como se estrutura a vinculação específica com a figura paterna. Brandão, S. (2009) quis perceber de que forma evolui o envolvimento emocional dos pais com os bebés na sequência do parto. 
Na sua investigação concluiu que este envolvimento tende a aumentar nos primeiros dias após o parto e a diminuir quando avaliado no primeiro mês após o parto. No entanto, naqueles pais que cortaram o cordão umbilical verifica-se uma melhoria significativa no envolvimento emocional.

Um Abraço para a Vida

Um artigo publicado no Journal of Epidemiology and Community Health apresenta um estudo que acompanhou cerca de 500 crianças até aos 30 anos de idade e que comprova que o abraço tem implicações psicológicas muito para além da infância. O estudo demonstra que crianças que receberam níveis consistentes de afecto e atenção têm menos problemas psicológicos, tendo menos probabilidade de serem adultos emocionalmente desajustados, ansiosos e hostis.
A ciência vem assim comprovar aquilo que a natureza humana, por intuição e afecto, nos tem demonstrado ao longo dos séculos. Não há que temer colinho, abraços e miminhos, desde que estes sejam seguros e consistentes...são pontes seguras para futuros adultos saudáveis!


Fonte: Public News Service