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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Inspiração...

Em alturas em que só o negativo parece ecoar do mundo, que este milagre da vida nos inspire a Viver MAIS...
Parabéns Azra pela tua sobrevivência e pela tua mensagem para cada um de nós!


domingo, 29 de maio de 2011

De que precisas, diz-me tu?...


Já o sabia da teoria! Já o tinha ouvido falar na experiência dos outros! Mas não há como aprender com o nosso próprio sentir e maravilharmo-nos com a clareza da nossa descoberta.
Sempre me questionei acerca daquilo de que os bebés realmente precisam. 
A minha área de formação foi-me dando algumas respostas mas sempre teóricas. Precisava de algo mais concreto. Esse concreto foi-me dado pela experiência, pelo olhar atento de cada dia que passa. 
Hoje quase que arriscaria em defender afincadamente a minha teoria testada com o método do quotidiano. O pequenino foi-me respondendo à questão para a qual sempre busquei respostas.
 Ele foi-me dizendo que os bebés precisam de um ninho seguro que lhes dê confiança, construido por pais que tenham tempo de qualidade para lhes dar, que não se importem de deixar coisas menos importantes para fazer só para estar com eles. 
O que os bebés precisam é de sentir que o mundo é um lugar seguro, onde as pessoas se relacionam com calma, sem gritos nem agitações e que buscam o belo...porque o mundinho é tão bonito! 
O que os bebés precisam é de tempo organizado, calmo, sem correrias, em que se obedeça aos seus ritmos e às suas necessidades. 
O que os bebés precisam é de pais sem medos, pais que ousam fazer o que manda o coração e não o que a teoria x ou o doutor y recomendam...não há melhor professor para a parentalidade do que o coração.

O que os bebés precisam é de sentir que são amados, sentindo-o na persistência feliz de quem desperta com eles a cada amanhecer e que com eles esboça sempre um sorriso.
 O que os bebés precisam é de sentir que estão entrelaçados com as vidas de quem os sonhou, porque estas vidas entoam juntas uma bela melodia em que a harmonia se constrói em cada nota dada.
E, na minha vida profissional, quando olho para a vida de outros bebés a quem falta tanto, percebo tão claramente que o mais que lhes falta é isto...é este ninho seguro, este Amor verdadeiro!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Quando o amanhecer nos desperta para a vida...

...foi tão bom amanhecer hoje!
Apesar da noite mal dormida, da sombra de uma sexta-feira que tarda em trazer o fim-de-semana, de algum cansaço...amanhecer foi tão bom!
Amanhecer lavou-me por dentro e por fora!
Amanheci com o orvalho da manhã que pingava das folhas suadas das árvores.
Amanheci com a brisa fresca da manhã que se entrega ao dia renovada.
Amanheci ao ser regaço que acalenta o Amor maior.
Amanheci embalada no "da-da-da" alegre do meu pequenino.
Amanheci...e redescobri o quanto a vida é simples e o quanto a Felicidade é maior quanto mais simples for a forma de a alcançar.

...para que se perceba, hoje de manhã, antes de deixar o pequenino na creche e porque ainda tínhamos 10 minutos, fui com ele dar um passeio a um sítio bonito (uma praia Fluvial)...a repetir!

domingo, 10 de abril de 2011

Em busca da harmonia!

Ora toma! Nada como a experiência para me calar bem caladinha!


Sempre me pareceram um pouco exagerados alguns discursos feministas acerca da conciliação trabalho-maternidade. Não sei, na altura devia julgar-me uma super-mulher e, quando fosse necessário fazer essa concilização, eu, com os meus super-poderes iria facilmente consegui-lo! 
Eu, mulher, me confesso! Confesso que não sou omnipotente e muito menos omnipresente. Confesso que não consigo ser como desejaria, que não consigo fazer com o tempo um qualquer milagre da multiplicação. Confesso que, por mais que goste da minha vida profissional e por mais que me encante a maternidade, muitas vezes dou comigo num verdadeiro campo de batalha em que estas se degladeiam forte e feito. 
Confesso que não gosto nada desta conciliação...ou de a tentar!
Como o ser mãe a tempo inteiro não passa de uma miragem, resta-me ir tentando aprender a gerir o tempo, aprender a criar prioridades e a ser fiel a elas. Nesta gestão, vou percebendo que há tantas coisas que não são necessárias e muito menos urgentes, vou aprendendo a embalar-me no ritmo da vida, respeitando os momentos especiais com o pequenino, esses que ninguém os tira do 1º lugar do raking de prioridades. 
Desejo que esta difícil conciliação tenha já passado os seus piores momentos. Quero acreditar que agora vou-me especializar neste deixar fluir, procurando evitar culpas com tempos mal-gastos, não os tendo! Quero acreditar que, acima de profissional, continuarei a ser principalmente mãe, não permitindo que uma qualquer ditadura do rendimento laboral me escravize. A ser escrava, quero ser escrava da maternidade porque essa liberta e dá vida...

P.S.: É por causa desta conciliação que este blog tem andado abandonado, vamos ver se ele melhora! 

segunda-feira, 7 de março de 2011

Crecher ou não crecher...eis a questão!


Estou a chegar da creche.
O primeiro dia dele. O nosso primeiro dia!
A creche não estava nos nossos planos mas, porque nem sempre a vida corre como esperamos, tivemos que recorrer a ela como recurso para os cuidados do pequenino.
Para nós, o desenvolvimento do pequenino não carecia de creches. Não estava nos nossos planos colocá-lo entre 4 paredes, numa ditadura de rituais e num aglomerado de ruídos e de desorganizações. Não o desejava-mos porque, para nós, é essencial cultivar relações próximas, meios de interacção um-a-um, experiências livres de rituais, afectos priveligiados...
Nesta fase em que conhecemos algumas creches assustou-nos o reduzido espaço dos locais e o tratamento impessoal. Também devo dizer que nos agradou o esforço para promover o desenvolvimento do bebé, assim como a experiência também única que proporciona (relação com outros bebés, outros estímulos, outras experiências). 
Aceitamos, portanto! 
Mas hoje, no regresso, a minha cabeça não parava. 
As rotinas ditatorias a que todos têm de obedecer faz-me especial confusão. Quem manda nas rotinas é o relógio biológico e não a ordenação das tarefas! O corpo do pequenino sempre soube pedir quando estava cansado e precisava de dormir. Nunca precisou das badaladas de um qualquer relógio que anunciava a demandada geral.
O resultado dessas rotinas? Não dormiu de manhã (como SEMPRE fez), dormiu a sesta e agora que o fui buscar, pronta a ir brincar com ele (já tinha planeado ir apanhar raios de sol), estava cheio de sono (sim, porque não dormiu de manhã). De tal forma que agora está a dormir, porque as senhoras donas rotinas assim o impõem!
Alguns dirão que estou a ser exagerada...respeito! Mas, para mim, a maternidade tem-me ensinado que o pulsar da Natureza a tudo dá a sua ordem e a tudo organiza. Acredito que é por ser fiel a esta ideia que as coisas têm sido tranquilas. Não sei como tolerar, agora, que outros (a quem pago) venham desequilibrar o equilíbrio. 
Sonho a realidade deste post...mas temo isto ser utopia. Então, por enquanto, vou guerreando interiormente enquanto construo uma forma de resolver isto externamente.

Para responder à pergunta do título...crecher até podia ser, desde que as creches fossem outras realidades. Realidades mais íntimas, mais humanas, mais pensadas nos bebés e não nos adultos, com números de bebés MUITO mais pequenos, com a promoção da relação pais-bebé, com maior contacto com a natureza, com...com...com...tantas outras coisas que me fazem sonhar!

Se alguém com maior relação de tréguas com a creche me quiser dar algum palpite, agradeço!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Uma espera que podia ser mais penosa se não tivesse a benção destes raios de sol e desta brisa que me abraça...
...e viver pode ser admiravelmente tão simples!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Como te chamas?

Nunca percebi muito bem esta coisa da moda nos nomes dos bebés. Escolher o nome dos filhos de acordo com a "onda" do momento é, para mim, algo estranho! Respeito, pois claro, mas faz-me alguma confusão...é como se houvesse um Portugal Fashion mas para nomes de bebés!
Se calhar esta minha antipatia com tal prática pode vir do meu nome! Também não desejo isso a nenhum bebé. O meu nome é tão pouco vulgar que até as Finanças se enganaram 3 vezes no Cartão de Contribuinte que me emitiram. Também não desejo a nenhum bebé que o método de escolha do seu nome seja o mesmo que o meu foi - o da menina bonita da telenovela da altura. Mas digamos que ir pela moda também não me parece justo...
O que se pode ganhar com a moda dos nomes? Quando alguém chamar as crianças na escola, todos olham?! Ser tratado por um segundo nome porque já há alguém com aquele nome e há que diferenciar?
A meu ver, os nomes devem ser significativos para os pais e estimular a criatividade no momento da escolha. Devemos ensaiá-lo e imaginarmo-nos a dizê-lo muitas vezes ao longo da nossa vida. Devemos imaginar como o nosso filho se sentirá a ouvi-lo em diferentes situações. Devemos dizê-lo em diferentes tons emocionais...e, acima de tudo, devemos ver nele uma forma de nos aproximar do nosso filho!
Mas como este post era acerca de nomes, inspirado por esta notícia do JN, cá deixo os nomes mais registados em 2010:
     Meninas: Maria, Leonor, Beatriz, Matilde, Ana, Mariana, Lara, Inês, Carolina e Margarida
   Meninos: Rodrigo, João, Martim, Afonso, Tomás, Tiago, Gonçalo, Diogo, Francisco e Guilherme

P.S.: Atenção papás e mamãs que têm crianças com estes nomes!!! Não entendam este post como uma ataque pessoal...os nomes podem ser "da moda" mas esse pode não ser o critério, eu sei :)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Sonhei que era Sueca

Proud Swedish Mom Ornament (Round)

Já ando há uns meses a sonhar! E sonho acordada...sonho que sou sueca e que vou poder ficar mais 10 meses com o meu pequenino...sonho que estou na Suécia e que não tenho que o deixar abruptamente nesta fase em que ele ainda precisa tanto de mim e que vou poder viver com ele todos os momentos até que ele tenha 16 meses. E como é bom este sonho! O verdadeiro frio não é o da Suécia mas o que sinto no coração quando sei que vou ter que sair de casa, entregar o meu pequenino a outra pessoa e, ao final do dia, ouvir todo um relato de aquisições e de momentos que ele teve e a que eu não assisti!
Sei que tenho que regressar ao trabalho. Gosto do que faço e não me posso queixar, sobretudo porque vou iniciar um novo trabalho muito mais aliciante a há tanto tempo sonhado. Sim, sei...mas também sei que cada momento, cada dia, cada segundo que passo com o pequenino me enche a vida de magia e que, quanto mais me dou nele, mais ele cresce e maior é a Felicidade desenhada no rosto dele. Sei que ele vai continuar a crescer e a ser feliz, mas sei que as nossas vidas poderiam ser mais intensas se pudesse-mos estar mais tempo ao lado um do outro.
Como não vivo na Suécia, tento integrar esta realidade em mim...dos poucos dias em que tenho ido trabalhar, regresso a sentir-me mais Mãe porque tenho ainda mais a certeza de qual é a minha meta, a razão do meu existir e o motivo pelo qual me movo...e, quando os olhos se cruzam novamente, sou maravilhosamente acalentada numa serenidade e numa Felicidade que me apaziguam a dor da saudade...

Não estou na Suécia...resta-me ter a certeza de que a forma como me habitas o coração me mantém ligada a ti em cada segundo do meu existir.


domingo, 2 de janeiro de 2011

Bom Ano!

As festas terminaram...a agitação e a Felicidade que carregaram estes dias foi-se e, quase que de súbito, o silêncio instala-se e invade-me uma doce serenidade.
As festas trouxeram-me a alegre constatação de que há muito que tem sido Natal na minha vida. Um Natal que acontece todos os dias. Um Natal que é feito de uma Vida que renasce a cada dia que nasce. Uma Esperança imensa que me leva a caminhar cada vez com mais empenho e motivação. Natal todos os dias desde que o pequenino habita as nossas vidas. Por isso, este Natal foi especial não só por o ter connosco, mas também porque ele tem feito dos nossos dias verdadeiros Natais.
Por isso, nesta passagem de ano não dei por mim a fazer planos nem a delinear estratégias para atingir objectivos no próximo ano. Não! Desejo apenas que o ano se escreva na continuidade do que foi o ano que passou...não uma continuidade feita de comodismo, mas uma continuidade nesta forma de viver - seguir os mesmos horizontes e buscá-los na mesma fidelidade àquilo que é essencial. Crescer na vontade de viver desta forma!

Assim, desejo a todos um 2011 liberto de crises e de cortes, de más e negativas previsões. Desejo um 2011 em que o mais importante seja a vontade de viver...uma vontade de viver que venha mesmo de dentro e que se transforme no melhor antídoto para qualquer "má onda".
Um 2011 em que sejamos capazes de descobrir aquilo que verdadeiramente interessa.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sintonia através do Toque



A maternidade é rica em experiências e em sentimentos demasiado belos que, por vezes, parecem até nem caber em nós!
Ser Mãe é, de facto, maravilhoso e único...
Nestas experiências, há uma de que vos queria falar! Sou instrutora de Massagem Infantil (ou melhor, sou quase porque ainda não terminei o processo de certificação). Há muito que queria fazer esta formação, antes por motivos profissionais e recentemente para poder também ter esta experiência com o meu pequenino (e com os que hão-de vir). Assim, desde que o pequenino nasceu que a massagem tem sido uma presença diária nas nossas vidas, criando momentos únicos de cumplicidade, proximidade, encantamento, desenvolvimento, ternura........
Mas as alterações das rotinas por causa do Natal e um ou outro dia em que houve alteração nos horários de dormir do pequenino não deram tempo à massagem! De tal forma que há cerca de uma semana que não havia massagem para ninguém...que vazio que isso criou! Parece que faltava alguma coisa entre nós...faltava aquele momento! Aquele bocadinho especial...Sim! Os dias estão cheios de momentos especiais com o pequenino...mas este dá-lhe algo mais e era este mais que faltava!
Ontem foi dia de retomarmos a nossa rotina e de trazer de volta a massagem...que coisa tão boa! O elo fica mais forte, os sorrisos são mais intensos, as conversas mais longas...e sintonizamos ao ritmo da dança das mãos, aconchegados com o calor do toque neste momento único!
Também para dizer às mamãs e aos papás que esta é uma experiência muito interessante na maternidade/paternidade e que aconselho! Os cursos de massagem infantil podem ser caros mas compramos tanta coisa tão menos interessante e necessária...e esta "aquisição" (a massagem) pode dar tanta magia às nossas vidas!
Se quiserem saber mais, fica aqui o site da Associação Portuguesa de Massagem Infantil (APMI).

domingo, 26 de dezembro de 2010

Shoppings e amamentação

Desde que o pequenino nasceu evitamos ir a shoppings, limitamo-nos a fazer rapidamente as compras do mês. A razão para este evitamento está no tipo de ambiente de um shopping...um espaço fechado, com ruídos de vários tipos e feitios, com luzes de todos os efeitos...se, para um adulto, andar num shopping nos deixa exaustos, num bebé esta experiência deve ser altamente desorganizadora (e é, porque das poucas vezes que fomos, ao final do dia o pequenino mostra sinais de mais stress).
No entanto, a necessidade de fazer algumas compras de Natal levou-nos a ir ao shopping. Na altura de escolher onde ir, confesso que escolhi um do qual já tinha ouvido falar que tinha zona para a amamentar e fomos ao Mar Shopping! Fiquei maravilhada com o berçário...tem uns sofás muito confortáveis para amamentar, tem aquecedor de biberões, fraldários, sanitas pequeninas, até o lava-mãos é do tamanho dos pequeninos! Senti-me tão bem neste pequenino espaço acolhedor, com direito a uma música de fundo e tudo que não resisto em postar aqui esta boa experiência.
Perdoem-me a ignorância se nos outros shoppings é assim, realmente não sei porque nunca tive a necessidade de usar outros fraldários! Sinto é que este é tão bom que me apanhou de surpresa...espero que outros shoppings sigam este exemplo para que mamãs e bebés tenham um espaço simpático para as suas rotinas diárias! 
Espaços destes só mostram o quanto a sociedade pode caminhar no sentido de um maior respeito e cuidado com a parentalidade e o desenvolvimento das crianças.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um Natal Verdadeiro...

Faça-se silêncio!
Abram-se os corações!
Sintonize-mos a nossa existência com esta Luz que quer nascer em nós e deixemos que o Natal aconteça.
E o Natal só acontece quando nos despirmos de tanta agitação e nos focarmos no essencial, por isso, nesta noite e na Vida...façam pontes com aqueles que vos rodeiam, partilhem sentimentos e dêem  graças pelo que de bom a Vida nos dá!


Sei que este Natal vai ser especial...temos um verdadeiro Menino Jesus entre nós! Não há prenda maior que poder ter este pequenino a lembrar-nos a todo o momento de como a Felicidade é simples e mágica. Para quem tem pequeninos e para quem não tem...


...um Natal cheio de Felicidade...

Ilustração de Dominic Catalano

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Um som que tranquiliza

Na nossa primeira ida ao Pediatra, ele fez/indicou uma coisa com o Gabriel que nos tem sido muito útil e que acho importante partilhar com vocês.
Na consulta o Gabriel começou a chorar e ele chegou-se perto dele e fez "chhhhhhhh..." (o som semelhante a quando mandamos calar alguém, mas mais prolongado). É este som que também usamos, por vezes, quando o Gabriel está a chorar...e, na maior parte das vezes, resulta e acalma-o.
Segundo o Pediatra, pensa-se que este som produz este efeito por ser semelhante ao ruído que o bebé ouvia na barriga da mamã. Em algumas pesquisas que fiz, já vi também referência a este som, assim como ao da água da torneira a correr e do exaustor, sons também ligados ao barulho do útero materno.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Neste Mundo...

Neste Mundo...


...em que a desorganização impera, basta-me olhar para o rosto sorridente do meu filho e logo me encontro, organizando os dias e os rumos.

...em que o frio quer começar a entrar, agasalho-me com o calor do afecto que reina cá em casa.

...em que o individualismo se quer afirmar como "Rei e Senhor", teimo em continuar a acreditar e a lutar pelo valor da Família. Estou certa de que é ela e por ela que a humanidade se poderá humanizar verdadeiramente.

...em que a crise político-económica impera, recuso-me a adoptar o discurso pessimista e de caos, desacreditando neste sistema capitalista que nos conduz sem norte.

...que não sabe para onde ir e o que fazer, mantenho os meus ideais e quero acreditar que é possível ir mais além com eles...muito mais além do "aqui" para onde eles já me trouxeram.

...em que tudo se gasta e desgasta a um ritmo frenético, vou tentando consumir devagar as pequenas coisas e descobrir na simplicidade de cada momento a grandeza do existir.

...em que nasceste, quero pintá-lo de todas as cores e, mesmo nas mais escuras, sonho em ensinar-te a paixão pela vida e uma forma de caminhar que te conduza à Felicidade.

sábado, 6 de novembro de 2010

Em busca do dicionário do choro...

Desde que o Gabriel nasceu muito me tenho questionado e pesquisado acerca do choro!
Sim…é pelo choro que ele comunica, que nos transmite (ou tenta transmitir) as suas necessidades, é também pelo choro que ele descarrega o seu stress…e é o choro que tenho tentado escutar para, a pouco e pouco, descobrir nas suas diferentes tonalidades e ritmos, o que ele quer dizer. Hoje, sinto que vou compreendendo esta sua linguagem e que lhe vou sabendo responder, ao ponto dos episódios de choro serem já pouco frequentes e curtos (é certo que também nunca foram muito longos, felizmente!).
Mas mais do que as suas significações, tenho-me questionado sobre as formas mais correctas de responder ao choro. Nisto as teorias dividem-se e há quem defenda que se deve deixar o bebé chorar para ele se aprender a acalmar sozinho (percebendo que não há resposta), enquanto que estudos mais recentes indicam que se se responder ao choro (com a nossa presença), tal se traduzirá em crianças, a médio prazo, mais calmas e menos choronas.
Hoje sei que a minha primeira abordagem ao choro foi muito marcada pela nossa primeira ida ao Pediatra que indicou que se deve deixar o bebé ficar sozinho para adormecer e, se ele chorar, deixá-lo chorar. Nos primeiros tempos fomos fazendo isso, enquanto o nosso coração se atormentava ao ouvi-lo chorar. Depois, passamos a deixar chorar um pouco (nunca mais de 5 minutos) e só depois é que íamos…
O que aprendi nesta forma de comunicar com o Gabriel através do choro foi que o choro é, de facto, uma linguagem e que, portanto, lhe devemos responder. Estou certa de que não responder ao choro é também uma forma de resposta e de comunicação, mas hoje não o concebo fazer…Respondo ao choro, sim! Não com o fantasma de “Vais habituá-lo mal!”…mas sim com a certeza de que “Estou a responder-lhe bem” (penso eu!). Penso é que na forma como se responde deve haver equilíbrio. Assim, primeiro espero alguns instantes para ver se ele se acalma (muitas vezes isso acontece), depois vou e aí uso diferentes “linguagens” – falar, cantar, tocar, embalar, colinho…- mas confesso que, de todas, as que mais gosto e a que ele mais gosta (atendendo aos seus efeitos) é o tocar. Pelo toque, calmo e sereno no seu peito e no seu rosto, tento transmitir pele-a-pele que não há necessidade para medos porque ele não está só e de que o Amor e tudo o resto estão garantidos! Tenho-me dado conta de que esta troca de linguagens tem funcionado e que não responder não é, de todo, a melhor resposta…Se, durante 9 meses, sempre houve comunicação, porquê pará-la e, ainda por cima, neste meio que ainda é novo para ele.
Afinal, o choro não é um “bicho papão”…é por ele que também nos vamos ligando e é através dele que o bebé se vai conectando com o mundo.
Ah…e também acho que às vezes é preciso chorar, porque pelo chorar também descarregamos tensões (tanto nós como os bebés).