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domingo, 1 de maio de 2011

Mãe

Deixo-me imergir nesta grandiosidade.
Deixo-me abarcar nela e permitir que a metamorfose se faça...ontem, hoje e sempre.
Deixo-me descobrir e desvendar o que a identidade de Mãe me confere.
Hoje páro suavemente para perceber que todos estes dias em que tenho sido Mãe acrescentam algo mais a mim. 
Cada dia sou mais. 
Cada dia em que sou mãe transcendo-me mais um pouco. A vida é mais em mim e mais através de mim.
Sei que amanhã ser Mãe será mais uma porção de beleza, mais uma partícula de encantamento.
Não por hoje, mas por tudo e por todos os dias em que a maternidade se concretiza em nós...
...Feliz dia da Mãe para todas aquelas que têm em si este dom e este desafio...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Cabeça de Mãe...e de Pai!

Confesso que, desde o parto, a minha cabecita não é a mesma. Até brinco com o assunto e digo que não posso puxar muito pelo meu neurónio! Sinto verdadeiras diferenças na forma como penso e na minha capacidade mnésica. "Culpo" as hormonas e a mudança de prioridades deste evento que às vezes me faz sentir lenta e meia deslocada do mundo! 
Mas afinal, mamãs, o nosso cérebro muda e muda mesmo! E em áreas espantosas. Depois de ler este artigo fiquei mais tranquila!
Foi publicado um estudo no Behavioral Neuroscience que indica que se verifica uma alteração significativa nos cérebros das mamãs a seguir ao nascimento dos seus bebés. 
O "instinto maternal" parece não ser uma coisa que já nasce connosco. Pelo contrário...é a experiência da maternidade que desencadeia um desenvolvimento significativo em áreas como a razão, o julgamento, a emoção e a integração sensorial.
O acto de olhar para o nosso bebé desencadeia em nós altos níveis de alerta nos circuitos empáticos. A resposta aos sons e sinais dos nossos bebés acciona os orgãos do Sistema Nervosos associados à emoção (cortex pré-frontal, hipotálamo e sistema límbico).
Interessante é também o facto de, quanto mais qAímicos são gerados nesta resposta de vinculação, mais nós queremos, o que nos torna mais disponíveis para interagir com os nossos filhos.
Não pensem que é só em nós que se verifica este tipo de alterações...os papás também têm as suas! Aqui já tinha falado de algumas, mas este artigo fala de mais aspectos. Nos papás há um aumento de sinapses em regiões envolvidas na vinculação e no cuidar e, por outro lado, há uma diminuição nos níveis de cortisol e testosterona, o que os torna menos prontos para lutar e mais disponíveis para cuidar.

Mais do que o poder ou a determinação biológica que este estudo indica, vejo nele a confirmação de que, de facto, a maternidade/paternidade é uma experiência de tal forma intensa que é capaz de produzir alterações significativas em nós a todos os níveis.
A vinculação mais do que medir-se em sistemas neuronais activados, mede-se nesta maravilhosa sensação que brota cá dentro sempre que olhamos para os nossos pequeninos! 


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A Biologia a comandar ou como a Oxitocina influencia o brincar

O efeito do Oxitocina é realmente espantoso. Durante a gravidez, de tanto ouvir falar dela, por vezes achava estranho como ela poderia ser tão determinante e importante. Após o parto e agora, durante a amamentação, percebo afinal que o papel desta hormona é essencial e espantoso! Estou rendida aos seus poderes...
Agora fui dar com um artigo que refere uma investigação em que se conclui que os níveis de oxitocina interferem na forma como brincamos, que estes níveis são identicos em pais e mães e aborda igualmente que as brincadeiras típicas das mães são acarinhar e dialogar, enquanto a dos pais são mais físicas (como, por exemplo, fazer cócegas).


Fica aqui o link do artigo:
http://parenting.blogs.nytimes.com/2010/09/02/why-mothers-and-fathers-play-differently/