quarta-feira, 27 de abril de 2011

Investimento materno e tamanho do cérebro

Um estudo de dois antropologistas encontrou uma correlação entre o tempo do investimento materno e o tamanho do cérebro, associando também variáveis como a duração da gestação e o ritmo de desenvolvimento.
Basicamente, a ciência, com este artigo, diz-nos aquilo que a humanidade já sabe há muitos e longos anos: somos o que somos porque há condições únicas que assim nos fazem e uma delas é o investimento materno, onde a amamentação (como indica o estudo) é uma peça fundamental.

O essencial...

Crise. FMI. Crise. Más notícias. Más ondas. Crise. FMI. Governo. Crise...
Que cenário este que nos é pintado, cantado e empurrado!
Que cenário este que quer forçar em nós desmotivações, franzir de testas, expressões carrancudas, falta de esperança.
Que cenário...
Podem-me chamar idealista mas recuso-me a olhar só para esta parte do cenário. Tudo isto que se ouve (e vê) por aí tem-me feito centrar naquilo que é verdadeiramente essencial...e, como dizia o Principezinho, "o essencial é invisível aos olhos". 


Essencial é ser mais Humano e mais Humanidade. É Ser livre sem viver projetos que outros pensam ser melhor. É voltar ao que é autêntico, bucar a simplicidade a cada amanhecer. Pôr fora os plásticos que nos envolvem, o ser faz-de-conta, o tempo embalado e as relações fast-food.
Essencial é SER! A sério...
Já andava com vontade de escrever este post, mas depois de ler este post estas palavras adquiriram mais sentido. 
Agradeço, por isso, cada amanhecer, cada sorriso, cada projecto, cada frustração...e sinto-me pequenina! E desejo mais ainda o essencial...porque, afinal, para quê tantas correrias e ambições se a vida é feita de laços e de sentimentos!?..

sábado, 23 de abril de 2011

Vale a pena provar!

Ser mãe fez-me estar atenta a coisas que antes, apesar de alerta, não me faziam agir e ser mais fiel àquilo que penso.
Assim, há cerca de um mês tive uma feliz descoberta: a "Prove" (Promover e Vender)! Esta é uma iniciativa que se baseia, basiacamente, em promover o consumo local. O consumo livre de toneladas de combustíveis para que as coisas cheguem a nossa casa. O consumo daquilo que é da época e não daquilo que é forçado a crescer e a conservar-se. 
Os motivos que me levaram a aderir foram basicamente os que já disse em cima. Mas agora que o 2º cabaz já entrou cá em casa, acrescento aos motivos a frescura dos produtos, a simpatia das pessoas e a qualidade que se nota qunado se come. 
O pequenino tem-se maravilhado com sopinhas feitas com estes legumes e nós vemo-nos também "obrigados" a consumir muitos mais legumes do que fazíamos antes.
Sendo assim, nada melhor do que provar!
PROVE - Promover e Vender

domingo, 10 de abril de 2011

Em busca da harmonia!

Ora toma! Nada como a experiência para me calar bem caladinha!


Sempre me pareceram um pouco exagerados alguns discursos feministas acerca da conciliação trabalho-maternidade. Não sei, na altura devia julgar-me uma super-mulher e, quando fosse necessário fazer essa concilização, eu, com os meus super-poderes iria facilmente consegui-lo! 
Eu, mulher, me confesso! Confesso que não sou omnipotente e muito menos omnipresente. Confesso que não consigo ser como desejaria, que não consigo fazer com o tempo um qualquer milagre da multiplicação. Confesso que, por mais que goste da minha vida profissional e por mais que me encante a maternidade, muitas vezes dou comigo num verdadeiro campo de batalha em que estas se degladeiam forte e feito. 
Confesso que não gosto nada desta conciliação...ou de a tentar!
Como o ser mãe a tempo inteiro não passa de uma miragem, resta-me ir tentando aprender a gerir o tempo, aprender a criar prioridades e a ser fiel a elas. Nesta gestão, vou percebendo que há tantas coisas que não são necessárias e muito menos urgentes, vou aprendendo a embalar-me no ritmo da vida, respeitando os momentos especiais com o pequenino, esses que ninguém os tira do 1º lugar do raking de prioridades. 
Desejo que esta difícil conciliação tenha já passado os seus piores momentos. Quero acreditar que agora vou-me especializar neste deixar fluir, procurando evitar culpas com tempos mal-gastos, não os tendo! Quero acreditar que, acima de profissional, continuarei a ser principalmente mãe, não permitindo que uma qualquer ditadura do rendimento laboral me escravize. A ser escrava, quero ser escrava da maternidade porque essa liberta e dá vida...

P.S.: É por causa desta conciliação que este blog tem andado abandonado, vamos ver se ele melhora! 

sábado, 12 de março de 2011

Frases Soltas #8

Mother love in infancy is as important for mental health 

as vitamins and proteins for physical health." 

Bowlby, 1951
baby1.jpg

terça-feira, 8 de março de 2011

Frases Soltas #7

"No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. 
Ela nunca existiu antes.
A mulher existia, mas a mãe, nunca.
Uma mãe é algo absolutamente novo." 

Rajneesh

Divine mother and child
Imagem de Jam Stamm

segunda-feira, 7 de março de 2011

Crecher ou não crecher...eis a questão!


Estou a chegar da creche.
O primeiro dia dele. O nosso primeiro dia!
A creche não estava nos nossos planos mas, porque nem sempre a vida corre como esperamos, tivemos que recorrer a ela como recurso para os cuidados do pequenino.
Para nós, o desenvolvimento do pequenino não carecia de creches. Não estava nos nossos planos colocá-lo entre 4 paredes, numa ditadura de rituais e num aglomerado de ruídos e de desorganizações. Não o desejava-mos porque, para nós, é essencial cultivar relações próximas, meios de interacção um-a-um, experiências livres de rituais, afectos priveligiados...
Nesta fase em que conhecemos algumas creches assustou-nos o reduzido espaço dos locais e o tratamento impessoal. Também devo dizer que nos agradou o esforço para promover o desenvolvimento do bebé, assim como a experiência também única que proporciona (relação com outros bebés, outros estímulos, outras experiências). 
Aceitamos, portanto! 
Mas hoje, no regresso, a minha cabeça não parava. 
As rotinas ditatorias a que todos têm de obedecer faz-me especial confusão. Quem manda nas rotinas é o relógio biológico e não a ordenação das tarefas! O corpo do pequenino sempre soube pedir quando estava cansado e precisava de dormir. Nunca precisou das badaladas de um qualquer relógio que anunciava a demandada geral.
O resultado dessas rotinas? Não dormiu de manhã (como SEMPRE fez), dormiu a sesta e agora que o fui buscar, pronta a ir brincar com ele (já tinha planeado ir apanhar raios de sol), estava cheio de sono (sim, porque não dormiu de manhã). De tal forma que agora está a dormir, porque as senhoras donas rotinas assim o impõem!
Alguns dirão que estou a ser exagerada...respeito! Mas, para mim, a maternidade tem-me ensinado que o pulsar da Natureza a tudo dá a sua ordem e a tudo organiza. Acredito que é por ser fiel a esta ideia que as coisas têm sido tranquilas. Não sei como tolerar, agora, que outros (a quem pago) venham desequilibrar o equilíbrio. 
Sonho a realidade deste post...mas temo isto ser utopia. Então, por enquanto, vou guerreando interiormente enquanto construo uma forma de resolver isto externamente.

Para responder à pergunta do título...crecher até podia ser, desde que as creches fossem outras realidades. Realidades mais íntimas, mais humanas, mais pensadas nos bebés e não nos adultos, com números de bebés MUITO mais pequenos, com a promoção da relação pais-bebé, com maior contacto com a natureza, com...com...com...tantas outras coisas que me fazem sonhar!

Se alguém com maior relação de tréguas com a creche me quiser dar algum palpite, agradeço!