sábado, 12 de março de 2011

Frases Soltas #8

Mother love in infancy is as important for mental health 

as vitamins and proteins for physical health." 

Bowlby, 1951
baby1.jpg

terça-feira, 8 de março de 2011

Frases Soltas #7

"No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. 
Ela nunca existiu antes.
A mulher existia, mas a mãe, nunca.
Uma mãe é algo absolutamente novo." 

Rajneesh

Divine mother and child
Imagem de Jam Stamm

segunda-feira, 7 de março de 2011

Crecher ou não crecher...eis a questão!


Estou a chegar da creche.
O primeiro dia dele. O nosso primeiro dia!
A creche não estava nos nossos planos mas, porque nem sempre a vida corre como esperamos, tivemos que recorrer a ela como recurso para os cuidados do pequenino.
Para nós, o desenvolvimento do pequenino não carecia de creches. Não estava nos nossos planos colocá-lo entre 4 paredes, numa ditadura de rituais e num aglomerado de ruídos e de desorganizações. Não o desejava-mos porque, para nós, é essencial cultivar relações próximas, meios de interacção um-a-um, experiências livres de rituais, afectos priveligiados...
Nesta fase em que conhecemos algumas creches assustou-nos o reduzido espaço dos locais e o tratamento impessoal. Também devo dizer que nos agradou o esforço para promover o desenvolvimento do bebé, assim como a experiência também única que proporciona (relação com outros bebés, outros estímulos, outras experiências). 
Aceitamos, portanto! 
Mas hoje, no regresso, a minha cabeça não parava. 
As rotinas ditatorias a que todos têm de obedecer faz-me especial confusão. Quem manda nas rotinas é o relógio biológico e não a ordenação das tarefas! O corpo do pequenino sempre soube pedir quando estava cansado e precisava de dormir. Nunca precisou das badaladas de um qualquer relógio que anunciava a demandada geral.
O resultado dessas rotinas? Não dormiu de manhã (como SEMPRE fez), dormiu a sesta e agora que o fui buscar, pronta a ir brincar com ele (já tinha planeado ir apanhar raios de sol), estava cheio de sono (sim, porque não dormiu de manhã). De tal forma que agora está a dormir, porque as senhoras donas rotinas assim o impõem!
Alguns dirão que estou a ser exagerada...respeito! Mas, para mim, a maternidade tem-me ensinado que o pulsar da Natureza a tudo dá a sua ordem e a tudo organiza. Acredito que é por ser fiel a esta ideia que as coisas têm sido tranquilas. Não sei como tolerar, agora, que outros (a quem pago) venham desequilibrar o equilíbrio. 
Sonho a realidade deste post...mas temo isto ser utopia. Então, por enquanto, vou guerreando interiormente enquanto construo uma forma de resolver isto externamente.

Para responder à pergunta do título...crecher até podia ser, desde que as creches fossem outras realidades. Realidades mais íntimas, mais humanas, mais pensadas nos bebés e não nos adultos, com números de bebés MUITO mais pequenos, com a promoção da relação pais-bebé, com maior contacto com a natureza, com...com...com...tantas outras coisas que me fazem sonhar!

Se alguém com maior relação de tréguas com a creche me quiser dar algum palpite, agradeço!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Uma espera que podia ser mais penosa se não tivesse a benção destes raios de sol e desta brisa que me abraça...
...e viver pode ser admiravelmente tão simples!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Pelas crianças...mais Direitos!

O meu regresso ao trabalho não me tem dado tempo para os posts e para a blogosfera. Fico a aguardar que uma rotina mais organizada e equilibrada (que se está a construir) me restitua alguns tempos.
Entretanto, vão-me surgindo alguns temas sobre os quais me tem dado vontade de escrever. Como tenho pouco tempo, escolhi este, talvez pelo meu regresso ao trabalho me obrigar a uma visão mais macro e sobre estes mesmos assuntos.

Vou começar pela parte melhor: a UE propôs aos seus Estados-membros 11 medidas com vista a reforçar os direitos das crianças. Onze medidas em áreas diversas (desde a formação dos magistrados ao uso da internet), todas elas pertinentes e necessárias. Tenho apenas a dizer que espero que essas medidas, para além de adoptadas em teoria sejam, acima de tudo, adoptadas na prática. Sim! Porque de boas intenções estamos nós cansados. Aliás, de boas leis estamos nós cheios, falta é que elas se concretizem na prática, que sejam criados os meios para que elas possam ser verdadeiramente executadas!


Escolhi começar pela parte melhor porque teimo em acreditar nas boas práticas! Isto porque ando a ferver desde que ouvi a notícia de um rapaz de 13 anos que corre o risco de ser julgado com pena perpétua depois de ter assassinado a madrasta com uma arma que o pai lhe deu. Isso mesmo! Isto está a acontecer na Pensilvânia e a Amnistia Internacional tem vindo a fazer uma série de pressões para que tal não aconteça. 
Revolto-me! Revolta-me, sobretudo, que isto se esteja a passar nos EUA, no mesmo país que, vestido de uma tez imaculada, apregoa pelo mundo a defesa pelos Direitos Humanos. É isso mesmo...o mesmo país que, a par da Somália, não ratificou ainda a Declaração dos Direitos da Criança! Se o tivesse feito, esta e outras práticas, não seriam possíveis! 
Nem sei que diga...Se estivesse na RFM diria "Já agora, vale a pena pensar nisto".

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Como te chamas?

Nunca percebi muito bem esta coisa da moda nos nomes dos bebés. Escolher o nome dos filhos de acordo com a "onda" do momento é, para mim, algo estranho! Respeito, pois claro, mas faz-me alguma confusão...é como se houvesse um Portugal Fashion mas para nomes de bebés!
Se calhar esta minha antipatia com tal prática pode vir do meu nome! Também não desejo isso a nenhum bebé. O meu nome é tão pouco vulgar que até as Finanças se enganaram 3 vezes no Cartão de Contribuinte que me emitiram. Também não desejo a nenhum bebé que o método de escolha do seu nome seja o mesmo que o meu foi - o da menina bonita da telenovela da altura. Mas digamos que ir pela moda também não me parece justo...
O que se pode ganhar com a moda dos nomes? Quando alguém chamar as crianças na escola, todos olham?! Ser tratado por um segundo nome porque já há alguém com aquele nome e há que diferenciar?
A meu ver, os nomes devem ser significativos para os pais e estimular a criatividade no momento da escolha. Devemos ensaiá-lo e imaginarmo-nos a dizê-lo muitas vezes ao longo da nossa vida. Devemos imaginar como o nosso filho se sentirá a ouvi-lo em diferentes situações. Devemos dizê-lo em diferentes tons emocionais...e, acima de tudo, devemos ver nele uma forma de nos aproximar do nosso filho!
Mas como este post era acerca de nomes, inspirado por esta notícia do JN, cá deixo os nomes mais registados em 2010:
     Meninas: Maria, Leonor, Beatriz, Matilde, Ana, Mariana, Lara, Inês, Carolina e Margarida
   Meninos: Rodrigo, João, Martim, Afonso, Tomás, Tiago, Gonçalo, Diogo, Francisco e Guilherme

P.S.: Atenção papás e mamãs que têm crianças com estes nomes!!! Não entendam este post como uma ataque pessoal...os nomes podem ser "da moda" mas esse pode não ser o critério, eu sei :)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

As últimas acerca da Amamentação...

Na sexta-feira passada saiu uma notícia no Público com o título "Cientistas contrariam recomendações de leite materno", com base num estudo publicado no British Medical Journal. Com base no estudo, a notícia referia, basicamente, que afinal a OMS está errada ao recomendar a amamentação exclusiva até aos 6 meses. Passei-me! E de que maneira. Não é que perceba muito do assunto, mas sei que as recomendações da OMS se baseiam numa revisão extensa da bibliografia, com base em estudos feitos em todo o mundo. Como é que o Público (jornal que até aprecio) vem pôr em causa este trabalho científico com base num único estudo?!!? Pois claro que me passei, não seria de esperar outra coisa.
E, pelos vistos, não fui só eu que me passei. A Sociedade Portuguesa de Pediatria já emitiu um comunicado a esclarecer o povo acerca do que realmente deve ser deduzido desse estudo. Alertam para o facto da notícia ter interpretado erradamente alguns dados do estudo e esclarecem aspectos interessantes acerca da amamentação.
OMS também veio relembrar porque é que recomenda o aleitamento materno exclusivo...não é porque se lembrou ou porque pegou num único estudo!
Deixo para o fim o melhor...este artigo e este levantam um bocadinho o véu e fazem-nos pensar no porquê desta notícia! Então não é que 3 dos 4 autores do referido artigo científico recebem fundos da indústria de leite artificial? Ah...isso então já é outra coisa!!! Até acho que já percebo a notícia. Mamãs...porquê dar leitinho materno se, afinal, existem produtos tão apetitosos e variados fabricados por estas queridas indústrias que tanto gostam dos nossos bebés? 
Pois é! E é assim, com notícias destas que aquilo que é natural e saudável se destrói com base em interesses e em opiniões isoladas.

(a propósito, proponho que vejam estas imagens acerca de um projecto interessante sobre amamentação)